Publicado no em 31 de outubro de 2006  "Dirty Blonde: The Diaries Of Courtney Love", cujo a obra foi organizada pela editora Ava Stander .
O livro, com 304 paginas, contém um mix de cartas, fotos,  artigos de jornais, textos de musicas, poesias e diversos outros materiais inéditos, além de um longo capitulo dedicado a sua relação com o líder do Nirvana, Kurt Cobain, com diversos escritos inéditos.

Ela dedica o diário aos amigos que a ajudaram em tempos difíceis, como Milos Forman, o próprio Gibson, Sting e o ex-namorado dela, o ator Edward Norton, entre outros famosos. Ela explica que boa parte de suas recordações e rascunhos foi perdida em incêndios ('metafóricos e reais') e durante suas várias mudanças de casa. Mesmo assim, é possível ter uma idéia da tumultuada vida de Courtney e de sua sempre volátil personalidade.



“Eu colocaria uma página em branco e escreveria ‘2001 a 2004’ nela”. Courtney, Love descrevendo o período de três anos em que sofreu os efeitos mais graves de seu vício em drogas Love


"Eu sempre disse que nunca escreveria um livro, e eu na verdade não escrevi."
Courtney Love


 É verdade, "diários" é um termo inadequado, assim, "cadernos de rascunho" seria mais apropriado para descrever a coleção de fotografias antigas, letras manuscritas de músicas e outros documentos que preenchem estas páginas.

 Os materiais coletados pela Stander cobrem todas as fases da "vida louca de pirada" da rockstar, de uma mal-sucedida audição para o Clube do Mickey a uma troca de e-mails com Lindsay Lohan sobre como lidar com coberturas negativas de imprensa.

A compilação é tão atual que inclui até sua pasma reação às revelações de JT Leroy. Ao longo da obra, há flyers mimeografados dos primeiros shows do Hole, uma foto da real caixa em formato de coração que inspirou Kurt Cobain a escrever a música do Nirvana ("Heart-Shaped Box") e fotos e mais fotos da própria Love, de rústicos instantâneos de backstages a retratos mais polidos de celebridade.

Um prefácio de Carrie Fisher e um epílogo cada pelas ativistas políticas Jennifer Baumgardner e Amy Richards (Manifesta), às suas maneiras, celebram Love como uma incontida feminista, mas a melhor forma de entendê-la é mergulhando diretamente nos materiais crus. Uma coisa é certa: você nunca viu memórias de celebridade como esta.  (Introdução do livro - 2006)




Fotos

       

     

     

     

   

     

   



Fotos: Kitty Radio / Sugar Coma